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Lição 09

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segunda-feira, 11 de maio de 2020

LIÇÃO jovem

*Lição jovem*
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Lição 7 – Derrotando o Primeiro Inimigo



17 de Maio de 2020

 

TEXTO DO DIA

“Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. ” (Rm 8.37)

 

SÍNTESE

Em algum momento da nossa trajetória terrena enfrentaremos alguns inimigos. Mas em Jesus somos mais que vencedores.

 

Agenda de leitura

SEGUNDA – Êx 7.14 Faraó, um inimigo obstinado

TERÇA – Jz 16.1-22 Sansão é traído por seus inimigos

QUARTA – 1 Sm 18.17-19 Saul torna-se inimigo de Davi

QUINTA – 1 Rs 21.20 Acabe, inimigo de Elias

SEXTA – Et 7.6 Hamã o inimigo de Ester e dos judeus

SÁBADO – Mt 13.36-43 A semente do Inimigo

 

Objetivos

I – CONHECER os primeiros inimigos dos hebreus a serem derrotados na Terra Prometida;

II – MOSTRAR as estratégias utilizadas pelos hebreus para tomar Jericó;

III – CONSCIENTIZAR de que Deus se mostra forte para com aqueles que nEle confiam.

 

Interação

Estimado (a), faça o possível para que seu relacionamento com seus alunos seja o mais amigável possível.  Construa vínculos afetivos de confiança com aqueles que Deus lhe confiou para ensinar e orientar. Os encontros que acontecem semanalmente, aos domingos, não podem ser superficiais.  Se os discentes confiarem em você, receberão de bom grado o seu ensino, seguirão suas orientações, ouvirão seus conselhos, etc. Por outro lado, a proximidade com eles proporcionará a você um melhor conhecimento a respeito de suas vidas, e isso é algo que todo professor de Escola Bíblica Dominical deve buscar com afinco.

 

Orientação Pedagógica

Sabemos que na batalha da vida, há sempre obstáculos e inimigos a serem vencidos, por isso é importante fazer uma atividade que ajude os alunos identificarem alguns desses inimigos. Apresente-lhes, para tanto, o seguinte quadro e reflita com eles:

 

Texto bíblico

Josué 6.1-10

1 Ora, Jericó cerrou-se e estava cerrada por causa dos filhos de Israel: nenhum saía nem entrava.

2 Então, disse o SENHOR a Josué: Olha, tenho dado na tua mão a Jericó, e ao seu rei, e aos seus valentes e valorosos.

 3       Vós, pois, todos os homens de guerra, rodeareis a cidade, cercando a cidade uma vez; assim fareis por seis dias.

4 E sete sacerdotes levarão sete buzinas de chifre de carneiro diante da arca, e no sétimo dia rodeareis a cidade sete vezes; e os sacerdotes tocarão as buzinas.

5 E será que, tocando-se longamente a buzina de chifre de carneiro, ouvindo vós o sonido da buzina, todo o povo gritará com grande grita; e o muro da cidade cairá abaixo, e o povo subirá nele, cada qual em frente de si.

6 Então, chamou Josué, filho de Num, os sacerdotes e disse-lhes: Levai a arca do concerto; e sete sacerdotes levem sete buzinas de chifre de carneiro diante da arca do SENHOR.

7 E disse ao povo: Passai e rodeai a cidade; e quem estiver armado passe adiante da arca do SENHOR.

8 E assim foi, como Josué dissera ao povo, que os sete sacerdotes, levando as sete buzinas de chifre de carneiro diante do SENHOR, passaram e tocaram as buzinas; e a arca do concerto do SENHOR os seguia.

 9  E os armados iam adiante dos sacerdotes que tocavam as buzinas; e a retaguarda seguia após a arca, andando e tocando as buzinas.

 10 Porém ao povo Josué tinha dado ordem, dizendo: Não gritareis, nem fareis ouvir a vossa voz, nem sairá palavra alguma da vossa boca, até ao dia em que eu vos diga: Gritai! Então, gritareis. 

 

INTRODUÇÃO

  A guerra contra Jericó não era somente do povo de Deus, mas também do Senhor, pois chegara à hora do juízo divino, haja vista que a medida da iniquidade dos amorreus se completara (Gn 15.16; Dt 9.5; 18.12). Na derrubada dos muros de Jericó e na tomada da cidade, os hebreus eram apenas uma pequena parte do grande exército do Senhor. A Bíblia não relata, mas depois do encontro com o príncipe do Senhor aos pés da cidade (Js 5.13-15),  Josué deve ter recebido, da parte de Deus, uma estratégia de guerra para a tomada da cidade de Jericó.

  Para o Inimigo ser derrotado precisamos utilizar  armas espirituais, poderosas em Deus, e uma estratégia orientada pelo Pai. Alguns servos de Deus até tem boas ideias e boas intenções, mas não conseguem lograr êxito em suas lutas porque não estão em sintonia com o Senhor dos Exércitos. Josué, porém, ouvindo a voz de Deus e em comunhão com Ele, não sofreu nenhum revés. Pois, toda vitória vêm do alto, do Senhor.

 

I – A PRIMEIRA BATALHA DOS HEBREUS NA TERRA PROMETIDA

  1. Jericó, era uma cidade forte. Segundo a Bíblia de Estudos Pentecostal a cidade-estado de Jericó tinha uma área de cerca de 32 km. Seus muros tinham cerca de nove metros de altura e seis de espessura. Segundo a história, era considerada invencível, pois acreditava-se que contava com a proteção dos deuses cananeus.

  Quando Moisés subiu ao monte Nebo (Dt 34.1), localizado na Transjordânia, defronte à Jericó, o qual ficava no centro da Terra Prometida, ele teve uma visão ampla de todo o território da Cisjordânia que deveria ser conquistador pelos hebreus. Era preciso muitos esforços e muitas lutas para conquistar a Terra Prometida, mas Deus estava com o seu povo; eles não teriam que pelejar sozinhos.

  A fortaleza de Jericó e seus guerreiros, assombraram os dez espias enviados por Moisés a inspecionar a terra, 38 anos antes. Os espias atemorizaram os hebreus dizendo, dentre outras coisas, que os cananitas eram muito poderosos e as cidades fortes e muito grandes (Nm 13.28).

  2. O rei de Jericó não estava brincando. Podemos ver,  no episódio dos espias, enviados por Josué a Jericó, que o desejo do rei de Jericó era destruir os espias hebreus (Js 2). No texto de Josué 2.16,22, os que estavam procurando os espias são chamados de perseguidores, no hebraico radaph, que pode ser traduzido como aquele que busca ardentemente. Vemos também que Raabe fez os espias descerem por uma corda e mandou-os ficarem três dias escondidos, o que nos mostra que a perseguição era exaustiva. Os cananitas os procuraram “por todo o caminho” dando a entender que aquilo era uma questão urgente, de “vida ou morte”.

  Temos também um Inimigo que diariamente também deseja nos “matar, roubar e destruir” (Jo 10.10). Todavia, temos ao nosso lado o Senhor Jesus Cristo. Ele veio ao mundo para destruir as obras, intenções do Diabo. Então, nas batalhas da vida, não fique triste, desanimado ou acuado, pois você não está sozinho.

  3. A cidade só cairia com a ajuda de Deus. Ao analisar o caso da tomada de Jericó, bem como de outros inimigos do povo de Deus nas Sagradas Escrituras, observa-se uma coincidência entre todos eles: só são destruídos com a intervenção de Deus. Talvez isso se deva ao fato de que o inimigo daquele que serve a Deus sempre ser fomentado pelas forças espirituais da maldade; ele nunca age motivado tão somente pela eventual má índole inerente ao ser humano, por isso, o auxílio do céu torna-se imprescindível.

 

Pense!

Se inimigo precisava ser destruído para os hebreus herdarem a terra, por que o Senhor não tratou logo com eles? Por que o exército hebreu precisou lutar?

 

Ponto Importante

A experiência de lutar e vencer o Inimigo são insubstituíveis para quem anda com o Senhor, o qual sempre se revela de um modo especial nos momentos mais difíceis da vida.

 

II – A ESTRATÉGIA DE DEUS PARA A BATALHA DE JERICÓ

  1. Corte dos suprimentos do inimigo e manutenção do ânimo da tropa (6.1,2). A primeira coisa que Israel fez foi enfraquecer Jericó, pois nada ou ninguém podia entrar ou sair de lá (Js 6.1). Assim, os suprimentos de Jericó escassearam. Para derrotar o mal, esse sempre é o primeiro passo: cortar a fonte que o fortalece. Afinal, tudo que é alimentado, cresce. O fato seguinte tem a ver com a fé dos guerreiros. Deus conhece a estrutura de seus servos; sabe que somos pó (Sl 103.14). Por isso, o Altíssimo sempre estimula seus servos e faz-lhes promessas. Ao longo de toda a história do povo hebreu, o Eterno tinha-lhes prometido sucesso na empreitada da conquista da terra de Canaã. No início do livro (Js 1), o Senhor reiterou o apoio a Josué e seu exército, todavia, ao que parece, a fé dos guerreiros precisava ser avivada; então, como o tinha feito noutras ocasiões, Deus disse que entregou os inimigos em suas mãos. O Senhor, na verdade, não precisava dizer novamente, mas Josué precisava ouvir!

  2. Homens armados à frente dos sacerdotes. A estratégia que Josué utilizou foi simples. Os homens armados sairiam marchando à frente, após seguiriam sete sacerdotes com buzinas, feitas de chifre de carneiro, e, logo em seguida, a Arca da Aliança, conduzida não pelos coatitas (o que era a regra), mas por sacerdotes; por fim, a retaguarda. Eles rodearam a cidade por seis dias, uma vez por dia. No sétimo dia, porém, contornaram-na sete vezes.

  Há momentos inexplicáveis na caminhada do povo de Deus. Aquelas cenas deixaram apreensivos, certamente, os habitantes de Jericó, mas nunca se saberá, ao certo, por qual razão o Senhor assim o determinou.

  3. A espera de um milagre. Josué estabeleceu a estratégia bélica da semana, no que foi perfeitamente atendido por todos os envolvidos. Seis dias de espera pode parecer pouco para nós, mas para o povo hebreu, que havia passado 40 anos no deserto, aqueles seis dias podem ter sido vistos como uma eternidade. Deus estava ensinando o seu povo a controlar a ansiedade e a ter um coração paciente e confiante. Deus quis ver até onde os hebreus permaneceriam fiéis e atentos ao comando que vinha do Céu, pela voz de Josué. Eles experimentariam um alto nível de bênçãos se pudessem demonstrar um alto grau de fidelidade, característica não presente na geração anterior, que morreu no deserto.

 

Pense!

Por que Deus faz seus filhos esperarem tanto por bênçãos prometidas há muito tempo?

 

Ponto Importante

Deus usa as adversidades do dia a dia e a espera para nos ensinar a sermos pacientes e longânimes.

 

III – DEUS SE MOSTRA FORTE PARA COM OS QUE CONFIAM NELE

  1. Um momento de fé. Josué tinha dado uma ordem ao povo dizendo: “Não gritareis, nem fareis ouvir a vossa voz, nem sairá palavra alguma da vossa boca, até ao dia em que eu vos diga: Gritai! (Js 6.10). O povo precisava esperar uma ordem de comando do líder, e na hora certa, todos gritaram em uma só voz.  Os hebreus precisaram espera por seis dias e tomar algumas decisões (do ponto de vista militar) pouco producentes sob um sol causticante.  Mas Deus, em sua longanimidade, oferecia oportunidade para que os idólatras de Jericó se arrependessem. Jericó teve sua última chance e a perdeu.

  2. Caem os muros. Depois de terem rodeado a cidade 7 vezes, os sacerdotes tocaram as buzinas longamente e, depois da ordem de Josué, o povo gritou. Como resultado “os muros caíram abaixo, e o povo subiu à cidade, cada qual em frente de si, e tomaram a cidade” (Js 6.20).

  Estudos arqueológicos demonstram que as muralhas da cidade de Jericó eram impressionantemente largas e altas. As armas de guerra existentes no final da Idade do Bronze eram insuficientes para destruí-las; acredita-se que somente um evento sísmico (como um grande terremoto) poderia causar a ruína de tão grandiosa obra da engenharia humana. Talvez nunca descubram quais foram os mecanismos que Deus usou para destruir os muros de Jericó, mas isso não nos interessa. O fato principal é que elas ruíram e o Senhor deu vitória ao seu povo.

   3. Jericó é destruída, mas Raabe é salva. A ordem que Deus estabeleceu foi a total destruição de Jericó, e os hebreus a cumpriram fielmente. Aquela cidade cheia de pecados e devassidão deveria ser riscada do mapa (como foram Sodoma e Gomorra) juntamente com sua cultura demoníaca e mundana. Porém, no meio daquele antro de perdição, havia uma mulher que se converteu ao Deus Todo-Poderoso, Raabe. Diante de sua atitude, cumpriu-se nela uma verdade que seria proferida por Paulo séculos após: “Crê no Senhor Jesus, e serás salvo tu e tua casa” (At 16.31). Raabe foi salva e entrou na genealogia de Jesus, sendo referida no Novo Testamento como uma mulher de grande fé (Hb 11.31).

  Agora Israel teria pela frente a cidade de Ai para encerrar a primeira campanha militar e, depois empreenderia a segunda, rumo às cidades-estados (reinos) localizadas no sul de Canaã, quando enfrentaria a coligação dos amorreus, e, por fim, a terceira, com guerras a serem travadas contra a confederação do norte.

 

Pense!

Por qual razão Deus permitiu que uma prostituta se tornasse ascendente do Salvador do mundo?

 

Ponto Importante

A fé de Raabe trouxe salvação, remissão para ela e toda a sua família.

 

SUBSÍDIO

“Alimente e treine seu espírito todos os dias! Exercite-se espiritualmente.

Se você alimenta e treina mais seu espírito do que a natureza pecaminosa, a natureza espiritual vence a carnal. Se a natureza pecaminosa é a mais alimentada, ela vence.

  Se você não reserva sempre um tempo do seu dia para orar, meditar na Palavra de Deus e adorar ao Senhor, não vencerá nunca essa luta interna. Não importa quanto tempo você tenha de crente, quanto conhecimento bíblico já tem, etc. Você precisa, todos os dias, buscar a Deus.

Identifique em sua vida tudo aquilo que naturalmente pode fomentar a sua velha natureza. Feita a identificação, afaste tudo isso de sua vida. Deixe de ler e assistir o que alimenta sua carne. Afaste-se do que o leva ao pecado. Deixa de conversar com pessoas que falam de coisas que esfriam sua fé. Nesse caso, fugir é vencer, em vez de sinal de covardia.

  E se em meio à luta contra o pecado eventualmente houver um momento de fraqueza, um deslize, não desista. Peça perdão a Deus e arrependa-se. Veja onde caiu, afaste-se do que o levou ao pecado e busque renovação em Deus para prosseguir. A diferença do homem espiritual para o carnal é que o primeiro pode até errar em um momento fortuito de fraqueza, enquanto o segundo vive na prática do pecado” (DANIEL, Silas. Como Vencer a Frustração Espiritual. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, pp. 146,147).

 

CONCLUSÃO

Josué, após o encontro com Deus, entendeu que era apenas servo do Senhor dos Exércitos, submetendo sua experiência militar à vontade de Deus, – toda sua estratégia seria divinamente orientada. Conduzido pelo Senhor, os hebreus primeiro tomaram Jericó e depois seria a vez de Ai, garantindo, com isso, o livre acesso para a Terra Prometida.

 

HORA DA REVISÃO

1. A primeira batalha dos hebreus na Terra Prometida foi contra qual cidade?

Cidade de Jericó.

 

2. Qual referência bíblica menciona o encontro de Josué com o Príncipe do exército do Senhor?

Josué 5.13-16.

 

3. Segundo a lição, qual era a área da cidade de Jericó.

Segundo a Bíblia de Estudos Pentecostal a cidade-estado de Jericó tinha uma área de cerca de 32 km. Seus muros tinham cerca de nove metros de altura e seus de espessura. Segundo a história, era considerada invencível, pois também contava com a proteção dos deuses cananeus.

 

4. Pela opinião de estudiosos, qual, possivelmente, foi a causa da queda das muralhas de Jericó?

Um abalo sísmico.

 

5. Qual mulher foi salva da destruição de Jericó, por causa de sua fé em Deus?

Raabe.

domingo, 10 de maio de 2020

curiosidade LIÇÃO 07

*www.ebdcomproposito.com*

*Você sabia? => Ef 2:14-19.

Leitura Bíblica em Classe Lição 7

2º trimestre de 2020 Classe Adultos

Abaixo seguem algumas curiosidades sobre este capítulo.

Ef 2:14 Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derribando a parede de separação que estava no meio,
Temos aqui três verbos: 1) é; 2) fez; 3) derribando;
O primeiro é um INDICATIVO PRESENTE. Jesus continua a ser e a prover nossa paz. O segundo e o terceiro são PARTICÍPIOS ATIVOS AORISTOS ("fez um" e "derribando a barreira"); tudo o que é necessário foi realizado para unir judeus e gentios em uma nova entidade (a igreja). 
A Paz é o foco desta unidade, porque visa mostrar a amizade de judeus e gentios em um único corpo (Ef 2: 11-3: 13). 
 O termo "paz" refere-se a:

Paz entre Deus e a humanidade (Jo 14:27; 16:33; Rm 5: 1-11; Fl 4: 7,9);

Paz entre judeus e gentios, Ef 2:14, 15, 17 (Gl 3:28; Cl 3:11);


"Porque ele é a nossa paz" ==> "Ele mesmo" (αὐτòς = autos) é enfatizado (Ef 2:15).
 O termo "paz" significa "restaurar o que foi quebrado" (reconciliação). Jesus, o Messias, é chamado Príncipe da Paz (Is 9: 6 e Zc. 6: 12-13). 
O (ἡμῶν = hemon = nossa), não pode se referir apenas aos gentios convertidos, mas abrange judeus e gentios, haja que essa carta foi escrita por um judeu. 
OBS: Paulo era benjamita, mas como a tribo de Benjamim faz parte da Casa de Judá, todos os benjamitas podem ser chamados de judeus.  
"de ambos os povos fez um" ==> Isso não significa abolir a nacionalidade dos judeus e gentios dentro do único corpo, como alguns sugerem. Judeu continua sendo judeu dentro do corpo de Cristo, assim como gentio continua sendo gentio dentro do mesmo Corpo. Eles são "um" em ponto de privilégio e posição em relação a Deus. Alguns textos fazem distinção entre judeus e gentios na Igreja Primitiva. 
Em Atos 13:43, os participantes gentios da sinagoga temente a Deus não eram chamados judeus, mas prosélitos: At 13:43 Depois que a congregação foi despedida, muitos dos judeus e dos gentios devotos convertidos ao judaísmo seguiram a Paulo e Barnabé. Estes conversaram com eles, recomendando-lhes que seguissem perseverando na graça de Deus. Essa versão da KJA é interessante porque ela traz a expressão "judaísmo" e mesmo assim os gentios não chamados de judeus por isso.
Agora dentro do corpo de Cristo, podemos ver o caso de Nicolau, um dos sete diáconos da Igreja em Jerusalém. Em Atos 6: 5, ele, um gentio que já havia se convertido ao judaísmo e posteriormente se tornado crente em Yeshua não era chamado judeu, mas um prosélito: 
At 6:3: Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio.
Verso 5: E este parecer contentou a toda a multidão, e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia;
"derribando a parede de separação que estava no meio" ==> Este era um termo raro. No contexto, obviamente se refere à lei mosaica (v.15). Alguns comentaristas afirmaram que era uma alusão à parede no templo de Herodes entre a corte dos gentios e a corte das mulheres que separava os fiéis judeus e gentios. Embora eu compartilhe desse pensamento, permita-me o leitor que eu seja imparcial aqui também para apresentar algumas objeções a essa ideia apresentada por alguns: 
1. Não há provas de que esse muro tenha recebido essa denominação. 
2. Esse muro descrito por Josefo era uma cerca ou separação não autorizada. Havia outro muro que separava até os adoradores judeus da corte dos sacerdotes. 
3. E a alusão deve ter sido muito contrária, porque na época em que a epístola foi escrita, esse muro ainda estava de pé e não foi derrubado até oito anos depois. De modo que, com muitos expositores, somos inclinados a pensar que o apóstolo usou uma figura gráfica e inteligível, sem alusão especial a qualquer parte da arquitetura do templo, a menos que talvez ao véu. Mas uma alusão primária ao véu, como Alford supõe, não está em harmonia com o curso do pensamento, pois não era um obstáculo entre judeus e gentios, mas igualmente um entre ambos e Deus, e não podia ser identificado com a inimizade que surgiu da lei cerimonial, conforme descrito no próximo versículo. Curiosamente, os rabinos costumavam chamar a Lei mosaica de "cerca".
Talvez, a maioria dos estudiosos ainda insistem na questão do muro divisor no templo de Herodes, argumentando que simbolicamente, aquele muro de separação que estava de pé ainda, não faria mais separação entre judeus e gentios, que estão unidos espiritualmente em Cristo, não na lei mosaica.
Outra, é lógico que Yeshua não derrubou aquele muro no templo, em cuja estrutura havia uma inscrição de proibição dos estrangeiros para não entrarem naquele local sagrado (μη δειν αλλοφυλον εντος του αγιου παρειναι. Joseph. Antiq. 15,11).  Logo, Paulo estava apenas explicando o fim da separação espiritual entre dois povos.
No gnosticismo, esse termo se refere a uma barreira entre o céu e a terra que pode ser mencionada em Ef. 4: 8-10.
A união é agora possível. A unidade é agora a vontade de Deus (Ef 1:10; Ef 4: 1-10).

Ef 2:15 na sua carne, desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,
"desfez" ==> Em algumas versões "aboliu". O termo "abolir" é um dos favoritos de Paulo (Rm 3:31; 6: 6; Cl 2:14). Significa literalmente "tornar nulo e sem efeito" ou "não produzir efeito". É um PARTICÍPIO AORISTO ATIVO . Jesus eliminou totalmente a sentença de morte da Lei do VT (Ef 2:16; Cl 2:14; Hb 8:13). 
Isso não quer dizer que o Antigo Testamento não seja inspirado ou que não sirva para os crentes da atual dispensação (Mt 5:17-19; Jo 5:39), mas que a lei não é o meio de salvação (Atos 15; Romanos 4; Gálatas 3; Hebreus). Uma das funções da lei é revelar o pecado, não livrar o pecador do mesmo. 
A Nova Aliança (Jr 31: 31-34; Ez 36: 22-36) baseia-se em um novo coração e um novo espírito, não no desempenho humano de um código legal. 
A lei funciona na santificação, mas não na justificação. Os crentes judeus e os crentes gentios agora têm a mesma posição diante de Deus - a justiça imputada de Cristo. 
"na sua carne" ==> Na sua carne (Cl 1:22), não na sua glorificação ou depois de sua glorificação. Isso é uma explícita referência à humanidade e ministério terreno de Yeshua. Todo plano de redenção foi feito por Yeshua em sua carne. 
Em Jo 19:30 temos: E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito. 
 A palavra grega traduzida para "Está consumado" é τετέλεσται (tetélestai). Strong em uma de suas definições deste verbo diz: "realizar o último ato que completa um processo, realizar, cumprir". Logo, a ação realizada por este verbo não precisa de complemento temporal. Yeshua já efetuou a TODA a redenção naquele mesmo dia. Este tempo verbal é um indicativo passivo perfeito. Isso se refere ao trabalho final da redenção. Essa forma do termo (telos) nos papiros egípcios (Moulton e Milligan) era um idioma comercial para "pago integralmente".
"a inimizade" ==> A estrutura equilibrada compara "a inimizade" (Ef 2:16) com "a Lei dos mandamentos contidos nas ordenanças". O AT disse "faça e viva", mas a humanidade caída não foi capaz de cumprir a Lei Mosaica. Uma vez violadas, as leis do AT se tornaram uma maldição (Gálatas 3:10); "a alma que pecar certamente morrerá" (Ez. 18: 4, 20). A Nova Aliança removeu a inimizade, dando aos humanos um novo coração, uma nova mente e um novo espírito (Jr 31: 31-34; Ez. 36: 26-27). O desempenho se torna o resultado, não o objetivo. A salvação é um presente, não uma recompensa pelo trabalho realizado.
"a lei dos mandamentos" ==> Isso se referia ao caminho salvação que se pensava ser encontrado apenas na execução da lei de Moisés (Gl 2:15-21). 
 A Lei é inspirada nas Escrituras e é eterna (Mt 5: 17-19). A Lei como um meio de salvação é nula e sempre foi, mas a humanidade teve que ver que seus próprios esforços eram fúteis (Mt. 5:20, 48; Rm 7: 7-12; Gl. 3: 1ss; Tg 2:10).
O evangelho de Cristo é o único caminho para Deus (Jo 14: 6; Rm 3:21; Gl 2: 15-21; Hb 8:12).
O Antigo Testamento ainda é útil aos crentes como a vontade de Deus para os seres humanos na sociedade, mas não como o caminho da salvação (isto é, como já dissemos, funcional na santificação, mas não na justificação). 
O culto de Israel (sistema de sacrifício, dias santos, leis cívicas e religiosas) já passou, mas Deus ainda fala através do AT. As estipulações mencionadas em Atos 15:20 referem-se apenas a questões de comunhão, não a salvação.
Os textos cruciais sobre o AT e sua relação com os crentes do NT são:
1. Conselho de Jerusalém em Atos 15;
2. O resumo teológico da mensagem do evangelho em Gálatas 3;
3. A comparação da Aliança Mosaica (AT) com a Nova Aliança de Jesus (NT) é apresentada na carta aos Hebreus. Ele usa várias categorias para ilustrar a superioridade do NT;
"em si mesmo dos dois um novo homem" ==> A lei mosaica jamais uniria gentios e judeus, mas o sangue daquele que cumpriu a lei sim (v.13). Este termo grego significa "novo" em espécie, não no tempo. Importante informar que esse novo homem não é um título do homem regenerado (individual), mas de um coletivo, notamos que os dois que foram feitos um são os judeus e gentios. O povo de Deus não é judeu, nem gentio, mas cristão! A Igreja é uma nova entidade, em e por e para Cristo ( Rm 11:36; Cl 1:16; Hb 2:10). 
"fazendo a paz" ==> A palavra paz é muio usada por Paulo em Romanos (10 vezes) e aqui em Efésios (7 vezes). 
No geral, Ele a usa de três maneiras:

Paz entre Deus e a humanidade, Cl 1:20;

Paz subjetiva com Deus através de Cristo, Jo 14:27; 16:33; Fl. 4: 7;

Paz entre os povos, Ef 2: 11-3: 13;

Este verbo (fazendo) é um PARTICÍPIO PASSIVO PRESENTE. Cristo continua a fazer a paz para os filhos caídos de Adão que responderão por arrependimento e fé. A paz de Cristo não é automática (AORISTO SUBJUNTIVA em Efésios 2:16), mas está disponível para todos (Rm 5: 12-21).

Ef 2:16 e, pela cruz, reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.
 "pela cruz" ==> Os líderes judeus consideravam a cruz de Cristo uma maldição. Deus o usou como um meio de redenção (Isaías 53). Jesus se tornou "a maldição" por nós (Gl 3:13)! Tornou-se Sua carruagem da vitória (Cl 2: 14-15), dando aos crentes a vitória sobre:

A maldição da lei;

Os poderes do mal;

A inimizade entre judeus e gentios;

"reconciliar" ==> O termo grego significa transferir alguém de um estado de ser para outro. Implica uma troca de posições contrastantes (Rm. 5: 10-11; Cl 1: 20,22; 2 Co 5: 18,21). Em certo sentido, a reconciliação é a remoção da maldição de Gênesis 3. Deus e a humanidade são restaurados para uma comunhão íntima mesmo nesta vida, neste sistema mundial decaído. Essa reconciliação com Deus se expressa em um novo relacionamento com outros humanos e, finalmente, com a natureza (Is 11: 6-9; 65:25; Rm 8: 18-23; Ap 22: 3). A reunião de judeus e gentios por meio de Cristo (Ef 1: 7) é um belo exemplo da obra unificadora de Deus em nosso mundo.
"em um corpo" ==> Essa metáfora da unidade é usada de várias maneiras diferentes nos escritos de Paulo.

O corpo físico de Cristo (Cl. 1:22) ou o corpo de Cristo, a igreja (Cl 1:23; Ef 4:12; 5: 23,30);

A nova humanidade de judeus e gentios (Ef 2:16);

Uma maneira de se referir à unidade e diversidade dos dons espirituais (1 Co 12: 12-13,27);

Em certo sentido, todos estão relacionados ao nº 1.

Ef 2:17 E, vindo, ele evangelizou a paz a vós que estáveis longe e aos que estavam perto;
  Isso é uma alusão à Is 57:19 ou possivelmente Is 52: 7. Paulo, por exegese tipológica, aplicou textos do AT aos judeus exilados aos gentios (também observe Rm 9: 24-26; 20: 20-21). Até os rabinos, voltando para Is 56: 6, usou esta frase para se referir aos prosélitos gentios.
Paulo repete a palavra "paz" aqui para também acrescentar mais um personagem à mesma, Deus. Todos estavam longe e foram trazidos para perto pelo evangelho da Paz.
Essa vinda para evangelizar a paz não se refere 1ª vinda, porque o texto mostra que os gentios de Éfeso foram evangelizados (aoristo médio no texto grego). Logo isso é uma referência a vinda do Espírito relatada em Jo 14:16-17, usando os apóstolos para pregarem a Palavra a toda criatura. 

Ef 2:18 porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito.
A obra da Trindade é claramente declarada neste livro (Ef 1: 3-14, 17; 2:18; 4: 4-6). Embora o termo "trindade" não seja uma palavra bíblica, o conceito certamente é (Mt 3: 16-17; 28:19; João 14:26; At 2: 33-34,38-39; Rm 1 : 4-5; 5: 1,5; 8: 9-10; 1 Co 12: 4-6; 2 Co 1: 21-22; 13:14; Gl 4: 4-6; Ef 1 : 3-14; 2:18; 3: 14-17; 4: 4-6; 1 Ts 1: 2-5; 2 Ts 2:13; Tt 3: 4-6; 1 Pe 1: 2 ; Jd 20-21).
 "ambos temos acesso" ==> Este é um INDICATIVO ATIVO PRESENTE "nós continuamos a ter acesso". Este é o conceito de Jesus trazendo pessoalmente os crentes à presença de Deus e dando-lhes uma introdução pessoal (Rm 5: 2; também é usado no sentido de confiança em Hebreus 4:16; 10: 19,35).
"um mesmo Espírito" ==> Isso também é enfatizado em Efésios 4: 4. Os falsos mestres estavam causando desunião, mas o Espírito trouxe unidade (não uniformidade)!

 Ef 2:19 Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos Santos e da família de Deus;
"estrangeiros" ==> Palavra que traz ideia de uma certa relação com uma região, mas não são incluídos como pertencentes à teocracia deste povo. 
"Forasteiros" ==> Ou peregrinos, ou seja, aqueles que, vindos de outros lugares, permanecem em uma terra ou cidade sem ter o direito de cidadania (Atos 7: 6 ; Atos 7:29 ; 1 Pedro 2:11). Por isso que a palavra seguinte aponta para a cidadania, ligada à ela pela conjunção adversativa (αλλα = alla = mas).
Os gentios que foram afastados (Ef 2: 11-12) estão agora totalmente incluídos. Isto é afirmado claramente pelo uso de quatro metáforas bíblicas comuns:

Concidadãos (cidade);

Santos (nação santa designada para Deus);

A família de Deus (membros da família);

Um edifício espiritual (templo, Ef. 2: 20-22a);

sexta-feira, 8 de maio de 2020

LIÇÃO 06 Jovens

*www.ebdcomproposito.com*


Auxílio aos Jovens


*2° Trimestre de 2020*

*TEMA:*
TEMPO DE CONQUISTA
Fé e Obediência no Livro de Josué

*Comentarista.*
Reynaldo Odilo

*Lição 6- O encontro com Deus*

📜 *Leitura diária da lição dos Jovens*

*Comentário- Auxílio ao aluno EBD*
0️⃣8️⃣/0⃣5️⃣/2⃣0⃣2⃣0⃣
*Sexta- feira- O Anjo do senhor apareceu para Davi.*

*[[1 Cr 21: 16.]] JFA (ACF)*  E, levantando Davi os seus olhos, *viu o anjo do SENHOR,* que estava entre a terra e o céu, com a sua espada desembainhada na sua mão estendida contra Jerusalém; então Davi e *os anciãos, cobertos de sacos, se prostraram sobre os seus rostos.*

✅ *Se lermos a Bíblia isolando passagens umas das outras,*
podemos pensar que existem contradições.

❇️ *Se lermos usando as passagens para se complementarem, entenderemos melhor o que Deus quis dizer.*
Em certas passagens são omitidas informações que existem em outras por causa do que Deus quer transmitir ali.
*Mas não devemos tomá-las isoladamente.*  

❇️ *Em 2 Samuel diz que o Senhor incitou Davi a fazer o censo do povo.*

*[[2 Sm  24: 1.]] JFA (ACF)* 
E A IRA do SENHOR se tornou a acender contra Israel;
*e incitou a Davi contra eles, dizendo: Vai, numera a Israel e a Judá.*
 
❇️ *Em 1 Crônicas diz que foi Satanás quem incitou Davi a isso.*

*[[1 Cr 21: 1.]] JFA (ACF)*  *ENTÃO Satanás se levantou contra Israel, e incitou Davi a numerar a Israel.*

🔘 *Bom, existem alguns textos bíblicos que relatam os mesmos acontecimentos em livros diferentes,*
isso é chamado de paralelismo bíblico.


*Mas algumas vezes (como nos casos que vamos abordar) eles diferem em detalhes, dando a impressão que se contradizem.* 

🔘
Como são textos muito antigos e muitas vezes escritos por pessoas diferentes, de épocas distintas,
*fica difícil ter a real intenção do “porque” há diferença entre eles já que tratam do mesmo assunto.*

🔘 *Ademais, quando estudamos uma sociedade antiga como a dos hebreus,*
que tinha sua forma distinta de tratar alguns temas e relatar acontecimentos,
*essa tarefa de interpretação se torna um tanto quanto difícil.*
E se é difícil até para quem os estuda, imagine para quem não?
*Por isso, quando explicamos determinados temas aparentemente “contraditórios” ou “problemáticos”*
que aparecem na Bíblia, algumas pessoas tendem a nos acusar de distorcer os fatos como uma forma de eliminar ou minimizar as “contradições” ou “problemas”.
🔘 *Porém, na maioria das vezes, essas aparentes contradições ou problemas são explicadas quando usamos os textos originais como referência.*

🔘
Por outro lado, devemos entender que apesar do fato de que na questão da fé os judeus tenham formado o alicerce para o cristianismo,
*nas questões filosóficas e culturais, o cristianismo trouxe consigo mais “bagagem” grega e romana do que judaica.*
Por isso, muitas vezes é difícil entender com nossa mente ocidental como pensava uma pessoa de mente oriental e o inverso pode ser igualmente verdadeiro.
*Então, mediante ao que explicamos, vamos entender se a questão que trataremos a seguir é uma contradição bíblica ou não.*

🔘
Por outro lado, devemos entender que apesar do fato de que na questão da fé os judeus tenham formado o alicerce para o cristianismo,
*nas questões filosóficas e culturais, o cristianismo trouxe consigo mais “bagagem” grega e romana do que judaica.*
Por isso, muitas vezes é difícil entender com nossa mente ocidental como pensava uma pessoa de mente oriental e o inverso pode ser igualmente verdadeiro.
🔘 *Então, mediante ao que explicamos, vamos entender se a questão que trataremos a seguir é uma contradição bíblica ou não.*

Muito embora,  não seja o objetivo da leitura diária, mas se faz necessário uma explicação da aparente contradição no contexto histórico

⭕ *Será que existe contradição entre esses dois textos?*
Como pode um texto afirmar que foi Deus quem incitou Davi e o outro texto dizer que foi Satanás que levou Davi a fazer algo que Deus não queria?
*Entendemos que não há contradição entre os dois.* `

Por que? Como explicamos anteriormente, a forma de pensar dos hebreus antigos é diferente da forma como pensamos hoje, ainda mais quando se trata de questões voltadas ao bem e mal.
 

⭕ *O raciocínio hebraico coloca Deus como responsável por tudo que acontece no mundo, pois eles entendiam que se Deus não quisesse que algum mal acontecesse,* 
não aconteceria, logo Deus queria que tal mal acontecesse, tudo por conta de Sua Soberania.


⭕ *Era normal o pensamento de colocar a responsabilidade em Deus em algo que ele não impedia de acontecer.*

♻️
Neste caso acima foi Satanás que tentou Davi para o destruir, portanto, quando a Bíblia (ou escritor:
 *Samuel, Gade ou Natã) diz que Deus incitou a Davi, na verdade está dizendo que Deus “permitiu” que Davi fosse tentado por Satanás.*


Se fosse Deus que realmente tivesse incitado a Davi seria realmente uma contradição, pois como pode Deus ser contrário a Sua própria vontade
 *(Deus não queria o censo em Israel e isso pode ser visto com o arrependimento de Davi logo adiante no próprio capítulo)* 
e depois ainda punir seus servos por isso?
 

♻️ *O Senhor deixou isso tudo acontecer pois Davi estava naquele momento um tanto quanto arrogante em sua jornada como autoridade máxima sobre Israel e poderia levar o povo a uma decadência ainda maior.*

♻️ *Lembramos também que o livro de 2 Samuel foi escrito por volta do ano 931 a.C e o livro de 1 Crônicas foi escrito entre 425-400 a.C, por isso, o escritor de 1 Crônicas (provavelmente Esdras)* 
já tinha um certo entendimento sobre a questão do mal e então retratou aquele que realmente incitou a Davi, ou seja, Satanás e não Deus.


❇️ *Vamos ao texto da leitura diária.*


O Senhor estava furioso com Israel e a peste lançada sobre Seu povo era totalmente merecida, não só devido ao pecado de Davi, mas também devido ao pecado de Israel.
 *Que ironia Davi querer saber quantos guerreiros israelitas estavam à sua disposição e, em consequência disso, os números baixarem para apenas 70.000 homens.*

❇️
A praga desce sobre cada parte da nação. O anjo destruidor do Senhor parece quase refazer os passos daqueles que fizeram o recenseamento.
 

*Agora, ele se aproxima de Jerusalém, pronto para lançar a calamidade sobre ela também.* 
Davi é capaz de ver o anjo do Senhor, com a espada erguida, prestes a destruir muitas pessoas na cidade.


❇️ *A fé depositada por Davi no julgamento de Deus era bem fundada.* 
Deus derramou a Sua ira sobre o povo, mas agora Ele tem compaixão deles.
 

*O anjo do Senhor está parado junto à eira de Araúna, o jebuseu, quando recebe a ordem para parar.*

❇️
Davi ainda não conhece o propósito de Deus, por isso, faz uma petição a Ele na tentativa de acabar com a praga.
 *Ele pede que o furor de Deus seja satisfeito com o derramamento da Sua ira sobre ele e a casa de seu pai (não muito diferente do que tinha ocorrido com a casa de Saul.* 

❇️
Mas Deus tem um plano melhor, o qual Ele dirá a Davi pelo profeta Gade nos últimos versos deste livro maravilhoso.


❇️ *Gade vai ter com Davi com outra solução — sacrifício.* 
Davi devia erigir um altar ao Senhor bem ali na eira de Araúna. Na mesma hora, ao que parece, Davi vai ao lugar onde o anjo do Senhor recebeu a ordem de parar.
 

❇️ *Araúna e seus quatro filhos estão na eira, debulhando trigo. Ele olha para o alto e vê o anjo do Senhor e Davi e seus servos indo em sua direção (1 Crônicas 21:20-21).* 


Deve ter sido um momento terrível para Araúna (chamado de Ornã em 1 Crônicas).

❇️ *Araúna também não estava em posição de fazer um grande negócio.* 


Ali estava o anjo do Senhor, ainda à vista, e Davi chegando com uma porção de servos.
 *Araúna era um estrangeiro que teve a sorte de continuar vivo, sem falar em ter uma propriedade tão perto de Davi e da cidade de Jerusalém.* 

❇️
Ele era dono de um excelente pedaço de terra e Davi acabara de saber que devia possuí-la.
 *Davi pediu que ele desse seu preço. Araúna achou que era uma boa hora para lhe fazer uma oferta irrecusável.* 
Ele queria doar não somente a terra, mas t

ambém os bois, os trilhos e a apeiragem dos bois, a fim de que Davi pudesse oferecer o sacrifício ao Senhor.


❇️ *Para mim, a oferta teria sido tentadora.* 
Ali estava a oportunidade de ter um ministério de “ocasião” — um ministério excelente com ótimo custo-benefício (zero).
 

*Araúna deve ter ficado em choque com a resposta de Davi. Davi não quis aceitar a generosa doação de um excelente pedaço de terra.* 
Se ele tivesse aceitado, o sacrifício não teria lhe custado um tostão. Mas como se pode oferecer “sacrifício” sem fazer algum sacrifício?
 
*Davi comprou a terra (não tenho certeza se ele também comprou os bois e os trilhos) pelo preço integral, e em seguida ofereceu o sacrifício.* 

❇️
Quando o sacrifício foi feito, o Senhor ouviu as súplicas do Seu povo e cessou a praga.`

*boa leitura 
www.ebdcomproposito.com.*

LIÇÃO 06




📖  *SALA  Adultos*

*2° Trimestre de 2020*

*TEMA:*
“A IGREJA ELEITA – Redimida pelo Sangue de Cristo e selada com o Espírito Santo da Promessa”.
 

*Comentarista:*
Douglas Baptista

*Lição 6- A condição dos Gentios sem Deus .*

*📃Leitura diária da lição de adultos*

*Comentário- Marcus Vinicius*
*``` ~0️⃣8️⃣/0️⃣5️⃣/2⃣0⃣2⃣0⃣*```~

*Quando não se havia esperança*🔦
1 Crônicas 29

15. Porque somos estrangeiros diante de ti e peregrinos, como o foram todos os nossos pais; como a sombra são os nossos dias sobre a terra, e não há outra *esperança*.

🏷 A palavra esperança na bíblia traz a ideia de *confiança* em Deus e nas sua promessas , *os gentios eram desprovidos dessa esperança*📕

Efésios 🔰2️⃣

1️⃣2️⃣. estáveis naquele tempo sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos aos pactos da promessa, *não tendo esperança, e sem Deus no mundo*.
Esperança👇🏼
ἐλπίς
elpis
GREGO
G1680
de uma palavra primária elpo (antecipar, usualmente com prazer); TDNT - 2:517,229; n f
1) expectativa do mal, medo
2) expectativa do bem, esperança
2a) no sentido cristão
2a1) regozijo e expectativa confiante da eterna salvação
3) sob a esperança, em esperança, tendo esperança
3a) o autor da esperança, ou aquele que é o seu fundamento
3b) o que se espera

Como a esperança é a âncora da alma, os gentios sem esperança padeciam de medo e incerteza🛡️

Hebreus 2

15. e livrasse todos aqueles que, *com medo da morte*, estavam por toda a vida sujeitos à escravidão.
📖
2 Coríntios 7

10. Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, o qual não traz pesar; *mas a tristeza do mundo opera a morte*.

🖊️ A esperança dos Gentios 🔰
Hebreus 6

18. para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos poderosa consolação, nós, os que *nos refugiamos em lançar mão da esperança proposta*;
19. a qual temos como *âncora da alma, segura e firme*, e que penetra até o interior do véu;

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grupo no fecebook EBD

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Lições Bíblicas do 2° trimestre de 2020 - CPAD | Classe: Adultos | Comentarista: Pr. Douglas Baptista | Data da Aula: 10 de Maio de 2020


Texto Áureo

“Portanto, lembrai-vos de que vós, noutro tempo, éreis gentios na carne e chamados incircuncisão pelos que, na carne, se chamam circuncisão feita pela mão dos homens.” (Ef 2.11)


VERDADE PRÁTICA

Outrora sem Deus, por meio de Cristo, os gentios tornaram-se descendência de Abraão e herdeiros das promessas.


LEITURA DIÁRIA✅👇🏻
*Todos os dia com o ir ari*

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Efésios 2.11,12; Romanos 4.12-14



Efésios 2

11 - Portanto, lembrai-vos de que vós, noutro tempo, éreis gentios na carne e chamados incircuncisão pelos que, na carne, se chamam circuncisão feita pela mão dos homens;

12 - que, naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos aos concertos da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.


Romanos 4

12 - E fosse pai da circuncisão, daqueles que não somente são da circuncisão, mas que também andam nas pisadas daquela fé que teve nosso pai Abraão, que tivera na incircuncisão.

13 - Porque a promessa de que havia de ser herdeiro do mundo não foi feita pela lei a Abraão, ou à sua posteridade, mas pela justiça da fé.

14 - Pois, se os que são da lei são herdeiros, logo a fé é vã e a promessa é aniquilada.


HINOS SUGERIDOS: 116, 169, 171 da Harpa Cristã


OBJETIVO GERAL

Esclarecer de que modo os gentios estiveram privados da promessa messiânica.


OBJETIVOS ESPECÍFICOS


Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.


I - Conceituar espiritualmente a circuncisão e a incircuncisão;

II - Explicitar a antiga condição dos gentios sem Deus e sem Cristo;

III - Afirmar que desprovidos de Deus os gentios marchavam para a perdição eterna.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Os gentios não tinham parte com a promessa de Abraão e, por isso, não eram herdeiros das promessas. Nesse sentido, a Epístola aos Efésios mostra a condição da posição gentílica: incircuncisos, sem Cristo, separados de Israel e longe da promessa, sem esperança e sem Deus no mundo. Nesta lição, temos a oportunidade de constatar a real situação do ser humano sem Deus e o quanto ele carece da graça e da misericórdia divina.


INTRODUÇÃO


Na presente lição, veremos que o autor de Efésios lembra aos gentios de que, antes da regeneração, eles eram incircuncisos e haviam experimentado cinco formas de privação: estavam sem Cristo, separados de Israel, alienados quanto à promessa, sem esperança e sem Deus no mundo (2.11,12). Logo, estudaremos cada um desses aspectos.


PONTO CENTRAL

Os gentios tornaram-se descendência de Abraão e herdeiros das promessas.


I – CHAMADOS INCIRCUNCISÃO


Na era antes de Cristo, além de mortos espiritualmente, os gentios eram desprezados pelos judeus e identificados como incircuncisos (2.11).



1. O conceito de circuncisão.

Circuncisão é a remoção cirúrgica do prepúcio do órgão sexual masculino. Era prescrito na lei como o sinal externo de quem pertencia ao povo da aliança com Deus (Gn 17.10,11). O procedimento era realizado no oitavo dia de vida dos nascidos em Israel ou estrangeiros comprados a dinheiro (Gn 17.12). Quem não era circuncidado era tido como “incircunciso” e, portanto, excluído da aliança (Gn 17.14). A circuncisão tornou-se um sinal que distinguia os judeus dos demais povos gentílicos.


2. O significado religioso da circuncisão.

Seu significado religioso apontava para a santificação (Êx 19.5,6). Como a corrupção e as práticas idólatras estavam fortemente relacionadas com a sexualidade depravada, a circuncisão simbolizava a aliança de purificação requerida ao povo escolhido (Jr 5.7; Os 4.14; Gl 5.19). Era algo tão sério que os judeus recusavam-se até mesmo a comer com os incircuncisos (At 11.3).


3. A circuncisão do coração.

O apóstolo reconhece que os gentios não faziam parte da circuncisão, mas com uma ressalva: o sinal dos judeus era apenas físico e realizado por mãos humanas (2.11b). A boa nova que Paulo traz é a de que a verdadeira circuncisão não se tratava de uma operação externa na carne realizada pelos homens, mas a que foi feita “no interior, a que é do coração [...] cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus” (Rm 2.29). Assim, em Cristo, o sinal de quem pertence a Deus não é a circuncisão nem a incircuncisão, mas sim “o ser uma nova criatura” (Gl 6.15).


4. A circuncisão na Nova Aliança.

O assunto da circuncisão gerou discussões acaloradas entre judeus e gentios (Gl 5.2,3; Fp 3.2). Em Antioquia a questão ganhou muita dimensão, provocou intensos debates e culminou na convocação do Primeiro Concílio da Igreja em Jerusalém (At 15.1,2,5,6). A deliberação dos apóstolos sobre o assunto, sob a orientação do Espírito Santo (At 15.28,29), passou a enfatizar que na nova aliança “a circuncisão somos nós, que servimos a Deus no Espírito, e nos gloriamos em Jesus Cristo, e não confiamos na carne” (Fp 3.3).


SÍNTESE DO TÓPICO I

Os gentios não faziam parte do pacto da circuncisão e, por isso, estavam excluídos da aliança com Deus.


SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO


O primeiro tópico deve atingir o objetivo didático básico de deixar bem embasado dois conceitos que aparecem na Epístola: “Circuncisão” e “Incircuncisão”. A ideia aqui é explicar o conceito espiritual que tais termos apresentam na Epístola. Nesse sentido, ao explicá-lo, atente para o seguinte texto: “No verso 11, Paulo lembra aos seus leitores gentios a condição desvantajosa de seu estado anterior ao evangelho. Gênesis 1–2 revela a unidade fundamental da raça humana em seu início. Após a queda (Gn 3) e o grande dilúvio (Gn 6–8), ocorreu a desintegração e a humanidade foi dividida em diferentes nações, Deus escolheu Abraão e seus descendentes judeus para serem o povo do pacto divino (Gn 12–50). A circuncisão dos homens judeus tornou-se um sinal exterior para lembrá-los de sua identidade e das responsabilidades que tinham neste pacto” (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Vol.2. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p.414).


CONHEÇA MAIS

A respeito da circuncisão  no AT e NT

“O Antigo Testamento efatiza a circuncisão tanto no sentido espiritual quanto no sentido carnal. O Novo Testamento valoriza somente o sentido espiritual ao atribuir-lhe um significado mais profundo, relacionando-a com a crucificação e a ressurreição de Cristo.”  Para saber mais: (Dicionário Bíblico Wycliffe, CPAD, p.423).


II – ESTRANHOS AO CONCERTO DA PROMESSA


Nessa parte, o apóstolo Paulo aponta a situação dos gentios: “Naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos aos concertos da promessa” (2.12).



1. Uma vida sem Cristo.

Ao descrever a história passada dos gentios, o apóstolo traz à memória que “naquele tempo”, isto é, antes da regeneração, eles viviam imersos no paganismo e, portanto, “sem Cristo”. Isso indica que a religiosidade dos gentios era incapaz de inseri-los na promessa messiânica de salvação (Jo 4.22). Também significa que eles desconheciam a Cristo, como também eram indiferentes às promessas acerca dEle e de sua obra (Hb 8.8-10).


2. Separados da comunidade de Israel.

Ainda no versículo 12 o apóstolo salienta a desvantagem de os gentios não pertencerem à comunidade de Israel (2.12). Eles estavam excluídos não só dos símbolos externos, mas também não faziam parte do povo escolhido, e, consequentemente, não podiam usufruir dos privilégios da aliança de Abraão (Rm 9.4). A constatação cruel era a de que Deus não havia se revelado aos gentios, pois a chamada divina fora feita somente a Abraão e a sua descendência (Gn 17.17). Nessa perspectiva, a lei e as promessas pertenciam somente aos judeus e, desse modo, os gentios estavam fora do alcance das bênçãos prometidas a Abraão, a Isaque e a Jacó (Mt 22.32). Entretanto, o que os gentios precisavam saber era que por meio de Cristo, eles também se tornariam descendência de Abraão (Gl 3.29).


3. Alienados aos pactos das promessas.

Uma vez separados da comunidade de Israel, os gentios desconheciam totalmente os vários pactos que Deus estabelecera com os patriarcas israelitas. Esses pactos giravam em torno da grande promessa do advento do Messias (At 13.32-37). Dentre eles: o “pacto abraâmico” (Gn 12.1-3), o “pacto mosaico” (Dt 28.1-14) e o “pacto davídico” (2 Sm 7.13-16). Esses pactos eram reiterações da promessa messiânica. Os gentios não tinham noção deles e, por conseguinte, estavam alienados de qualquer promessa ou esperança messiânica. Agora, uma vez regenerados em Cristo, é revelada a grandeza do amor divino. De alienados da promessa, por meio do sangue de Jesus, os gentios tornaram-se herdeiros da maravilhosa promessa (Gl 3.29).


SÍNTESE DO TÓPICO II

A antiga condição dos gentios era desoladora: viviam sem Cristo, estavam separados de Israel e eram estranhos ao concerto da promessa.


SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

“Falando mais especificamente sobre a alienação dos gentios, o apóstolo enumera as tragédias espirituais envolvidas neste estado. Primeiramente, estes efésios estavam sem Cristo (12; ‘separados de Cristo’, NTLH). Antes de ouvirem e responderem à palavra da graça, eles não tinham ‘parte ou parcela no povo messiânico’, fato que significava que eles não possuíam a esperança do Messias ou qualquer benefício que viesse junto com isto. Sua história era sem Cristo. Não há tragédia maior para o ser humano. Em segundo lugar, eles estavam separados da comunidade de Israel (12). A alienação é expressa aqui por apallotrousthai, que significa essencialmente ‘excluído da’ (BJ) e não mero afastamento temporário de uma agregação anterior. Comunidade (politeia) tem dois sentidos: 1) estado ou nação; e, 2) ‘cidadania’, ou direitos de cidadão. O primeiro significado está de acordo com a exclusividade nacional dos judeus. Os gentios estavam fora da comunidade do povo de Deus, com exceção de alguns prosélitos” (HOWARD, R. E.; TAYLOR, Willard H.; KNIGHT, John A. (et al). Comentário Bíblico Bacon: Gálatas a Filemom. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.139).


III – SEM ESPERANÇA E SEM DEUS




Agora Paulo passa a descrever a situação dos gentios que viviam “não tendo esperança e sem Deus no mundo” (2.12).


1. Desprovidos de esperança.

A palavra esperança traz a ideia de “confiança” e, nas Escrituras, o seu principal uso está ligado à confiança nas promessas divinas (Sl 130.5; Jr 17.7). Podemos afirmar que os gentios eram desprovidos dessa esperança por causa de parte da filosofia grega, que descartava a possibilidade de uma vida além-túmulo (At 17.18,32), e que, consequentemente, pudesse ser ditosa. Além dessa questão, embora Deus tivesse decretado incluir os gentios no plano da salvação, eles mesmos ignoravam essa promessa, e, por isso, não tinham em que sustentar qualquer esperança (1 Co 9.10). Como a esperança é a âncora para a alma, os gentios desprovidos dela padeciam de medo e incertezas (Hb 6.18,19; 2 Co 7.10). Por conseguinte, a falta de esperança e de paz revelava a ausência de Deus.


2. Sem Deus no mundo.

A expressão “sem Deus” não significa que os gentios não serviam ou não acreditavam numa divindade (1 Co 8.4; Gl 4.8). Ao contrário, eles eram politeístas e idólatras, pois acreditavam e adoravam a muitos “deuses”. Assim, por meio de seu paganismo, estavam alienados do Deus que havia se revelado a Israel (Êx 19.1-16). Isso significa dizer que suas vidas eram regidas pela falsa ideia de divindades pagãs que as mantinham escravizadas em densas trevas espirituais. Trata-se de uma descrição de um quadro calamitoso. Entretanto, e felizmente, esse quadro foi alterado pela intervenção dos desígnios eternos do verdadeiro Deus (Jo 17.3).


SÍNTESE DO TÓPICO III


A antiga condição dos gentios era lamentável, desprovidos de esperança e sem Deus na vida caminhavam a passos largos para a perdição e ao inferno.


SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

“A quarta tragédia espiritual, em consequência da anterior, é que estes efésios não possuíam esperança e estavam sem Deus (12). A ruína moral e espiritual de tais gentios era completa. Eles não tinham esperança do ‘triunfo final da justiça e amor divino; para eles, as questões finais da história do mundo eram sombrias, preocupantes e incertas. A época de ouro deles estava no passado e irremediavelmente perdida, ao passo que a época de ouro do povo judeu estava no futuro’. Alguém observou que precisamos de uma esperança infinita, que só a fé em Deus pode dar. Westcott repara no patético da estranha combinação sem Deus (atheoi, ‘ateus’) e sem esperança. Eles enfrentavam a natureza e a vida sem esperança, porque não tinham relação com o Intérprete da natureza e da vida. Wescott afirma que ‘os gentios tinham ‘muitos deuses’ e ‘muitos senhores’, e um Deus como ‘causa primeira’ nas teorias filosóficas, mas nenhum Deus que amasse os homens e a quem os homens pudessem amar” (HOWARD, R. E.; TAYLOR, Willard H.; KNIGHT, John A. (et al). Comentário Bíblico Bacon: Gálatas a Filemom. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.139).


CONCLUSÃO


Noutro tempo éramos incircuncisos e estávamos excluídos da aliança com Deus. Separados de Cristo e de Israel vivíamos alienados ao concerto da promessa, desesperançados e longe de Deus. Um dia, porém, a magnitude do amor divino circuncidou os nossos corações, aproximou-nos de Cristo e de Israel, incluiu-nos na esperança da promessa e revelou a nós o único e verdadeiro Deus. Bendito seja o seu santo nome para sempre!


PARA REFLETIR

A respeito de “A Condição dos Gentios sem Deus”, responda:


• O que é circuncisão?

Circuncisão é a remoção cirúrgica do prepúcio do órgão sexual masculino.


• Qual o significado religioso da circuncisão?

Seu significado religioso apontava para a santificação (Êx 19.5,6).


• Na lição, qual a constatação em relação à religiosidade dos gentios?

A religiosidade dos gentios era incapaz de inseri-los na promessa messiânica de salvação (Jo 4.22).


• Cite os três pactos que giram em torno da promessa do advento do Messias.

O “pacto abraâmico” (Gn 12.1-3); o “pacto mosaico” (Dt 28.1-14); o “pacto davídico” (2 Sm 7.13-16).


• Qual o significado da palavra esperança e a relação de seu principal uso?

A palavra esperança significa “confiança” e, nas Escrituras, o seu principal uso está ligado à confiança nas promessas divinas (Sl 130.5; Jr 17.7).



📚Veja o Subsídio da Lição 6


A Condição dos Gentios sem Deus

Até a graça de Deus se manifestar aos gentios, eles estavam completamente alienados dos grandes pactos divinos: o “pacto abraâmico” (Gn 12.1-3); o “pacto mosaico” (Dt 28.1-14); e o “pacto davídico” (2Sm 7.13-16). Esses pactos traziam a promessa messiânica e os gentios encontravam-se completamente alheios às promessas e separados da comunidade de Israel. Nesse sentido, a presente lição busca esclarecer de que modo os gentios estiveram privados dessa promessa. Em primeiro lugar, para explicar essa condição, explique o conceito espiritual de circuncisão e incircuncisão. Esses dois conceitos são importantíssimos, pois espiritualmente eles constituem a separação entre judeus e gentios. Em segundo lugar, explicite a antiga condição dos gentios sem Deus e sem Cristo. E, finalmente, no terceiro tópico, afirme que, desprovidos de Deus, os gentios marchavam para a perdição eterna.


👉Resumo da lição


O que desfez a situação caótica dos gentios é que em Cristo, pela graça de Deus mediante a fé, eles tornaram-se descendência de Abraão e herdeiros das promessas. Mas até chegar a esse estágio, as Escrituras mostram a condição em que os gentios se encontravam.


Assim, o primeiro tópico da lição conceitua “circuncisão” e “incircuncisão”, mostrando que espiritualmente os gentios eram incircuncisos e, por isso, eles não faziam parte do pacto da circuncisão e, consequentemente, estavam excluídos da aliança com Deus.


O segundo tópico mostra o quanto os gentios estavam estranhos ao Concerto da Promessa. A antiga condição dos gentios era desoladora: viviam sem Cristo e estavam separados de Israel. O que significava que os gentios estavam sem Cristo e não possuíam esperança alguma. Era uma tragédia existencial.


O terceiro tópico aprofunda a desesperança gentílica e sua alienação de Deus. Viver sem esperança revela uma destruição moral e espiritual. Os gentios eram “engolidos” por uma perspectiva sombria, preocupante e incerta do mundo antigo; diferentemente da esperança de um triunfo de justiça e de amor revelada no Evangelho.


👉Aplicação


Para concluir a lição, você pode refletir com a classe acerca do que significa viver uma vida sem esperança e sem Deus. que sentido ela teria sem esses sustentáculos existenciais? Faça essa reflexão a partir do texto bíblico de 1 Coríntios 15.12-19.[1]

segunda-feira, 4 de maio de 2020

leitura Diária jovens

📖
www.ebdcomproposito.com


*2° Trimestre de 2020*

*TEMA:*
TEMPO DE CONQUISTA
Fé e Obediência no Livro de Josué

*Comentarista.*
Reynaldo Odilo

*Lição 6- O encontro com Deus*

📜 *Leitura diária *
0️⃣4️⃣/0⃣5️⃣/2⃣0⃣2⃣0⃣
*Segunda - feira- O Anjo do senhor fala com Abraão*

*[[Gn 22: 11.]] JFA (ACF)*  *Mas o anjo do SENHOR lhe bradou desde os céus,* e disse:
Abraão, Abraão!
E ele disse: Eis-me aqui.

✅ *A palavra “Anjo” significa:*

Em hebraico:
מַלְאָךְ, *malach, “mensageiro”;*

*Em grego* ἄγγελος,
ággelos, “mensageiro”;

*Em latim angelus “mensageiro”.*

✅ *Há referências no Antigo e Novo Testamento sobre anjos,*
mas apenas no Antigo Testamento é que vemos claramente aparições do Anjo do SENHOR.

*Veja que quem inicia o diálogo é Deus,*
pedindo que Abraão ofereça seu próprio filho em sacrifício.
*Mas no versículo 12 podemos notar que é ao anjo do SENHOR que o menino seria sacrificado,*
note:

*E o anjo do Senhor o chamou do céu e disse:*
Abraão, Abraão; e ele disse:
*Aqui estou.*
E ele disse:

*Não ponhas a tua mão sobre o menino, nem faças alguma coisa com ele.*
Porque agora eu sei que temes a Deus, vendo que não negaste a mim teu filho, teu único filho.

*E vemos mais claramente este anjo falando de Deus em primeira pessoa,*
usando da autoridade e do poder de Deus, nos versículos 15-18, veja um trecho:

*E o anjo do Senhor chamou a Abraão do céu uma segunda vez, e disse:*
Por mim mesmo jurei, diz o Senhor, pois porque tu fizeste tal coisa, e não negaste teu filho, teu único filho;
(Gênesis 22:15,16 KJF)

✅ *O Anjo do Senhor é um personagem que aparece algumas vezes em certas passagens bíblicas do Antigo Testamento*
que registram eventos históricos decisivos.

*A identidade do Anjo do Senhor é bastante discutida entre os estudantes da Bíblia.* 

🏷
Mas apesar de os textos bíblicos não dizerem especificamente quem é o Anjo do Senhor, eles trazem alguns detalhes que nos ajudam a compreender a sua identidade.

✅ *Antes, é importante saber que há vários versículos bíblicos que trazem a expressão*
“anjo do Senhor”;
, *mas que o próprio texto indica simplesmente que se trata de um anjo que está a serviço de Deus.*
Nesses casos essa expressão pode aparecer inclusive no plural,
*“anjos do Senhor”,*
ou com o artigo indefinido,
*“um anjo do Senhor”.*

📚*Essas ocorrências, porém, devem ser distinguidas daquelas em que a expressão aparece com o artigo definido,*
isto é,
*“o Anjo do Senhor”.* 

Nessas referências parece haver uma descrição de um anjo que recebeu uma autoridade especial; ou até mesmo uma manifestação visual do
*próprio Deus.* 

Neste estudo bíblico entenderemos melhor esta questão.

▶️ *O significado do Anjo do Senhor*

A palavra anjo  traduz um termo hebraico que significa
*“mensageiro”.*
Então a expressão “Anjo do Senhor” significa literalmente “Mensageiro do Senhor”.
*Claro que isoladamente o significado dessa expressão indica alguém que é diferente do próprio Senhor.*

▶️
No entanto, conforme já foi dito, em algumas ocasiões registradas no
*Antigo Testamento o Anjo do Senhor é identificado com um portador de uma autoridade singular; alguém que cumpre um propósito especial e relevante em algum estágio da história da redenção.*
Então em alguns capítulos bíblicos a autoridade e a majestade do
*Anjo do Senhor são tão impressionantes que tudo indica ser uma referência ao próprio Deus.*

Assim, os estudiosos basicamente adotam duas interpretações principais sobre quem é o Anjo do Senhor.


▶️ *A primeira interpretação diz que em algumas passagens bíblicas o*
Anjo do Senhor realmente é alguém distinto de Deus;
*portanto ele é um ser celestial criado por Deus e que tem como função cumprir as ordens divinas* (cf. Gênesis 21:17; 2 Samuel 24:16; 2 Reis 19:35).
Mas em outras passagens bíblicas
*o Anjo do Senhor parece ser uma clara teofania; isto é, uma manifestação visível

MÉTODOS DE ENSINO PARA EBD